domingo, 21 de abril de 2013

Contos do mar



A tragédia do Miguel

O Miguel gosta do verão para poder ir à praia, pegar nas barbatanas e mergulhar. Às vezes, vai com os amigos, outras vezes vai sozinho.
No último verão, passou por um grande perigo porque, ao mergulhar num sítio que ainda não conhecia bem, bateu com a cabeça e ficou quase desmaiado, só com muita dificuldade conseguiu manter a cabeça fora da água. Foi nadando devagarinho e chegou até um rochedo.
Passado um tempo, os amigos, que tinham ido com o Miguel à praia, começaram a ficar preocupados. Até que foram à beira mar chamar:
- Miguel, Miguel.
Nada. O Miguel não deu sinal nenhum.
Os amigos decidiram chamar o nadador-salvador para irem procurá-lo. O nadador-salvador lá foi com a sua prancha e mais uma boia. Quando o encontrou, ele estava no rochedo, inconsciente. Ele trouxe o Miguel para a praia.
Antes do lanche acordou, deitado na praia, com as barbatanas e os óculos de mergulho ao lado.
Os amigos ficaram muito felizes por saberem que ele estava bem depois daquela tragédia.


Beatriz Faria Teixeira, André Teixeira, 5º A





Uma aventura misteriosa
Tínhamos nadado muito durante a tarde e o sol já estava tão cansado como nós.  Antes de voltarmos para casa, fomos dar um passeio ao longo do mar. Foi quando o Joel viu a garrafa.
- Pensei que estas cenas só aconteciam nos livros de papel, daqueles antigos!
De dentro tiraram uma mensagem
“Para comigo irem ter
muito caminho têm que percorrer,
vão encontrar-me no farol
logo ao pôr-do-sol!”
Combinamos um encontro para o dia seguinte, bem cedo, junto ao farol.
Quando lá chegamos, avistamos uma alavanca que dava acesso a uma passagem secreta escondida algures no farol. No chão do farol, estavam várias moedas derramadas. Todas juntas formavam, para fora do farol, um rasto de moedas que acabava no mar. Aí, Joel e o seu amigo viram um barco pirata afastar-se da costa.
- Devem ser eles que têm o resto do tesouro!
Não muito longe da costa, repararam num barco velho e em destroços e que, ao seu lado, se encontrava uma garrafa com outra mensagem:
“Para o tesouro recuperarem
muito têm que remar,
espero que tenham sorte
se nos conseguirem encontrar!”
Meteram mãos à obra e assim conseguiram restaurar o barco. Puseram o barco no mar e começaram a remar para encontrarem os piratas que tinham roubado o tesouro.
Mas, quando tudo estava a correr bem, o inesperado aconteceu. Avistaram um remoinho que sugava tudo para dentro dele. Com muita força e vontade, conseguiram lutar contra o remoinho.
Ao longe, estava o barco pirata. Silenciosamente, subiram para esse barco e assim recuperaram o tesouro.
Enquanto vivermos, nunca mais esqueceremos esta história.

                                                                                                         Cláudia e Beatriz Sofia, 5º A

O amor supera tudo

Era o mês de fevereiro quando a sereia Marbela telefonou à prima Conchinha para lhe dar a novidade.
- Passou por aqui um lindo rapaz-sereia que me convidou a dar um passeio pelas águas límpidas do mar. – disse Marbela, com as escamas muito prateadas.
- Chamava-se Martin.
Numa tarde linda de verão, quando o sol brilhava por cima da face do mar, o Martin decidiu ir visitar a Marbela. Sem que Marbela esperasse, o príncipe disse:
- Queres viver o resto dos teus dias comigo?
Marbela não imaginava que um rapaz-sereia tão lindo lhe pedisse a mão. Então respondeu:
- Quero pois, claro que gostava de partilhar os meus sentimentos contigo.
Martin foi, então, apresentar o seu pai à sereia mais bonita do mar, mas o pai de Martin, o rei dos mares, não deixou, pois queria que o seu filho casasse com outra sereia que já tinha escolhido.
Marbela foi a chorar para casa da Conchinha, com o Martin. O rei emocionou-se com aqueles dois seres apaixonados e por isso permitiu à sereia casar-se com o seu filho.
Todas as sereias foram convidadas para o casamento e, claro, a sua prima não podia faltar!
A Conchinha até encontrou outro rapaz conchinha para poder casar.
O Martin e a Marbela foram felizes para o resto das suas vidas marinhas!
                                                                                                                                                                                                                           
                                                                                                                       Daniel e Diana, 5º A





O peixe e a raia

Estava, um dia, a raia a dormir muito descansada da sua vida na areia do fundo do mar, quando um peixe-gato se lhe pôs a fazer cócegas com os seus bigodes nas suas pintas azuis.
- O que é que se passa, seu atrevido? – resmungou a raia.
Era de noite e por isso é que o peixe-gato não via nada, por isso é que foi contra a raia.
- Desculpe, foi sem querer – disse o peixe-gato.
- Se voltares a fazer isso, levas um choque elétrico – disse a raia em voz alta.
No dia seguinte à noite, a raia foi fazer o mesmo ao peixe-gato com a sua cauda.
- O que é que estás a fazer? – perguntou o peixe.
- Estou a fazer o mesmo que me fizeste a mim!
- E agora estamos quites!
E viveram felizes para sempre!

Diogo e Inês, 5º A









A grande corrida

No Oceano Atlântico, há três golfinhos que andam sempre juntos. São muito inteligentes e brincalhões e estão sempre a ver que partidas é que podem preparar com os seus bicos sorridentes.
            Um dia, decidiram brincar com os peixes-napoleão, que nadam com muita calma juntinhos aos corais. Combinaram com eles uma corrida no local mais escuro do Atlântico. A partida estava marcada para as 3h da tarde. Os atletas eram: o Júnior, o golfinho mais rápido do oceano e o Rui, um peixe-napoleão que era muito vagaroso.
            À hora marcada, no dia 5 de abril, estava lá toda a gente do norte do Atlântico. Para dar a partida, o Júnior contratou o seu amigo João, um polvo muito engraçado. Os dois atletas estavam na linha de partida perto do polvo, que estava vestido de árbitro, com um apito pendurado ao pescoço.
            Então começou a corrida: 3, 2, 1…GO!
            Lá foram os dois a nadar, a toda a velocidade. Quem estava em primeiro lugar era o golfinho. Uns diziam:
            - Força, Júnior!
            Outros gritavam:
            - Força, Rui!
            Quase a chegar à meta, o golfinho, que já se encontrava a grande distância à frente do Rui, viu uma sardinha apetitosa, que lhe fez crescer água na boca. Então, como estava em grande vantagem, decidiu ir atrás da sardinha.
            Passado algum tempo, o Rui, que estava a um metro de distância de chegar à meta, continuava a nadar vagarosamente. O Júnior continuava atrás da sardinha, até que finalmente a conseguiu devorar. Então, nadou, em grande velocidade, até chegar à meta, mas já era tarde porque já lá estava o Rui que  tinha acabado de passar o risco da vitória.
            O prémio atribuído ao Rui foi um saco cheio de algas muito gostosas. O Júnior estava muito triste, mas, por ter participado, ganhou sete sardinhas muito saborosas.
            E assim passaram um dia muito feliz e desportivo.
                                                                                                                                                    Francisca e Alexandre, 5ºA
O polvo Popovo

            O polvo Popovo sentia-se cada vez mais fraco. Depois de um duro combate com outro polvo, um dos seus três corações foi atingido. Iria morrer se não arranjasse um dador.
            As suas primas lulas, que eram muito despachadas, começaram a preparar um plano. Esse plano era matar um peixe do fundo do oceano e tirar-lhe o coração. Depois teriam de o colocar no polvo Popovo, com muito cuidado para não o matarem.
            - Isto vai ser mesmo muito difícil! – exclamava uma lula.
            - Como vamos fazer a operação ao polvo Popolvo? – perguntava outra lula.
            - E se contratarmos o nosso primo peixe-espada? – sugeriu uma terceira lula.
            Todas as lulas consideraram esta ideia genial e então dirigiram-se a casa do primo peixe-espada. O peixe logo aceitou a proposta das suas primas lulas.
            Prepararam tudo com o polvo Popolvo para lhe fazerem a operação. Esta operação demorou horas e horas, mas valeu a pena, pois o polvo Popolvo ficou muito bem e muito alegre,
            A partir daí, o polvo Popolvo começou a ser mais cuidadoso nos seus combates e viveu feliz durante muitos anos.




Joana Lopes e Mariana Peixoto, 5ºA







O urso branco

Naquele inverno, o grande urso branco estava com muita dificuldade para arranjar uma gruta de gelo onde pudesse hibernar, porque tinha feito muito calor e o buraco da camada do ozono estava a derreter muitos blocos de gelo.
Os pinguins, que o viam lá de longe, do cimo de um icebergue, pensaram numa solução para o ajudar:
- Ó grande urso branco, anda para aqui! – gritou um dos pinguins.
- Ele não ouve! Temos de ir lá.
- Mas como? – perguntou o pinguim.
- Vamos gritar em coro.
Puseram-se muito juntinhos e quando o pinguim mais velho disse “1, 2, 3” gritaram:
- URSO, URSO BRANCO!
- Outra vez – disse o mesmo pinguim.
- URSO, URSO BRANCO!
O urso virou-se lentamente e viu-os lá em cima.
- Anda para aqui!
O urso foi muito lentamente. Chegou lá ao cimo e os pinguins disseram:
- Fizemos uma gruta para ti!
- Obrigado! – agradeceu o urso.
                                                                                                                                    

 Ricardo e Paulo, 5º A







Os peixes-palhaço

Na floresta marinha, vivem muitas plantas, algumas delas são carnívoras.
Um dia, aproximou-se uma família de peixes-palhaço. Olharam bem à sua volta e viram plantas carnívoras. Sem saber o que fazer, tiveram uma ideia. Disse o peixe mais velho:
- Se queremos chegar mais depressa à floresta das algas mais apetitosas deste mar, temos que passar por aqui.
- Mas eu não quero ser comido antes de comer! – exclamou o palhaço mais novo.
- E se as fizéssemos rir? – perguntou o peixe do meio.
- Boa ideia! – disseram todos.
E lá começaram a contar anedotas. As plantas carnívoras riam-se de tal maneira que não conseguiam parar. Entretanto, começaram a aproximar-se outros peixes para ouvirem as anedotas.
Toda a floresta ficou a rir. Naquele dia, o mar ficou cheio de borbulhinhas…


Tiago e Telmo, 5º A









O Peixe Amarelo

O peixe amarelo vivia muito triste, num banco de corais. Tinha-se escondido ali porque estava farto de ouvir a sua família de peixes amarelos a ralhar com ele, pois era um peixe hiperativo, e gostava de fazer muitas partidas muito, muito engraçadas.
Querem saber algumas partidas?
- Numa tarte, tirava as algas e metia-as na areia;
- Trocava a mala da professora, por uma mala cheia de raias elétricas (bebés);
- Manchava os cadernos dos outros com tinta de polvo….
Na sua escola marítima, os professores, por cada asneira que fazia, ameaçavam que contavam tudo aos pais; mas só que passado 5 minutos voltava a fazer as tais brincadeiras.
Certo dia, os seus pais ficaram preocupados com ele e levaram-no ao médico. Passado algumas horas, o Sr.º doutor Barbatanas, disse que ele tinha bichos-carpinteiros, e se ele queria ficar bom tinha que tomar uma medicação (que era uma vacina feita com algas calmas). Mas só com o remédio não resultava, porque ele também tinha de se portar bem.
Como ele não se conseguia portar melhor, foi viver para o banco de canais. Certo dia, decidiu pedir desculpa aos pais e prometeu portar-se melhor.
Foi assim que se tornou o mais estudioso da escola marítima e viveu feliz para sempre!!!



Ana Silva e Bárbara Lopes, 5º B





Os filhos da foca Isaura


Naquele dia, a foca Isaura estava muito preocupada porque as suas crias se tinham afastado a nadar e ainda não tinham regressado.
A foca Isaura foi ter com a sua vizinha a perguntar por os seus 4 filhos focas, Nuninho, a Bia, o Alex e a Raquel.
 - Não sei dos seus filhos, mas passou por aqui uma foca.
A Isaura foi logo à sua procura. Encontrou-a na loja das gomas da dona Alzira.
- Minha filha! Estava à tua procura, mas afinal era a filha da Dona Leopoldina. A foca Isaura ficou triste…
Ouviu um pequeno barulho, eram os seus filhos a jogar futebol. Era o Polo Sul contra o Polo Norte. Eles ficaram muito felizes e fizeram uma festa de dança. Entre as seis danças, ganhou o samba!




Beatriz Silva, Beatriz Lima, 5º B











O tesouro da ilha longínqua

Um belo dia de verão, o Rui e a sua irmã foram dar um passeio no barco dos pais das suas amigas Cristina e Leonor.
Estavam longe da costa quando viram aproximar-se dois golfinhos.
- Que lindos!!! Nunca tinha visto ao vivo, só nas televisões.
- Vamos segui-los?
- Sim!
E foram para uma ilha longínqua. Era uma ilha pequena, com uma única palmeira, a areia era da cor do ouro. No cimo da palmeira, havia uma bandeira. Treparam a palmeira, tiraram a bandeira e viram o mapa do tesouro. O tesouro era situado ali naquela ilha.
Cavaram e encontraram o tesouro da ilha. Tiraram-no da areia, abriram-no e viram as jóias e as moedas. O Rui disse:
- Estamos ricos!
E viveram ricos e felizes para todo o sempre.




Bruno Lima e Carlos Carneiro, 5º B





Gonçalo e o tubarão Urbano

Os passatempos preferidos do Gonçalo, quando vai à praia, são fazer surf e mergulhar.
Numa linda manhã de julho, o mar estava muito calmo e as águas muito limpas, conseguia ver os corais e os búzios até que viu uma arca. Tentou ir ao seu encontro, mas apareceu um tubarão, que se chamava Urbano, que já era amigo de vários mergulhadores e ajudou o Gonçalo a abrir a arca que era muito difícil de abrir.
- Como é que vamos abrir esta arca, Urbano?
O Urbano disse:
- Já sei, eu abro neste lado e tu abres no outro lado.
- Está bem!
O Gonçalo disse:
- Está bem!
Os dois amigos tentaram abrir a arca, só que tinha uma fechadura, e eles precisavam de uma chave para abrir a arca. Então, os dois foram à procura da chave da arca pelas águas fora. Ao longo da viagem, encontraram seis sereias, uma delas chamava-se Maria, outra Sara, outra Bia, outra Isabel e a melhor das melhores sereias chamava-se Glória.
Elas ajudaram o Gonçalo a encontrar a chave da arca. Então, começaram a procura da chave.
A chave estava a brilhar à beira de um peixe chamado palhaço. O Gonçalo e o seu amigo Urbano foram ao encontro do peixe palhaço.
- Olha, deixa-te de brincadeiras e dá-me essa chave! - Disse o Gonçalo.
O peixe-palhaço fugiu e o Gonçalo foi buscar a chave da arca. O Urbano, o Gonçalo e as sereias foram ao encontro da arca. Meteram a chave na fechadura da arca e abriram-na. Dentro dela havia muito ouro e muitas joias.

Catarina e Cristina, 5º B


A corrida

As sereias sabem tudo o que se passa no mar se ouvirem os búzios, elas sabiam que ia haver uma corrida de peixes-espada, cavalos-marinhos, baleias, tubarões, pinguins, focas…
Lá começou a corrida, eram mil e uma espécies de peixes diferentes, que iam participar naquela corrida.
- Três, dois, um… Vai! - disse o chefe que organizou a corrida.
Os tubarões e os peixes-espada andavam muito depressa, e quase nenhum peixe os conseguia apanhar…
Os polvos que eram muito lentos, ficaram presos nas algas, por causa dos seus tentáculos!
Os pinguins estavam quase a apanhar os tubarões e os peixes-espada. Quando os cavalos-marinhos começaram a nadar mais depressa, começaram a apanhar os pinguins, os tubarões e os peixes-espada, que estavam a ficar cansados, e os pequeninos cavalos ficaram em 1º lugar. Faltavam 500 metros e os cavalos-marinhos lideravam o 1º lugar!...
As sereias estavam a começar a preparar a fita da meta que uma das espécies ia cortar.
Já as focas aproveitaram as energias e começaram a andar muito de força, ultrapassaram os peixes mais fortes como, por exemplo, os cavalos-marinhos.
Uma foca ultrapassou a meta e ganhou o primeiro prémio, os cavalos-marinhos em 2º e os tubarões em 3º lugar.
As sereias gostaram da vitória das focas, porque aproveitaram as energias. Estavam todos exaustos, mas para o ano há mais!...


Filipe Duarte e Diogo Silva, 5º B  



O polvo de cinco braços

Quando as duas amigas mergulharam de mãos dadas nas águas transparentes, nem imaginavam a aventura que iam viver….
Passado algumas horas a nadar, as duas meninas sentiram-se em perigo, quando ouviram um ruído estranho. Pararam e de repente avistaram um polvo gigante, que à primeira vista parecia assustador. Mas, quando o viram melhor, repararam que ele só tinha três braços. Então uma menina disse:
- O que será que aconteceu aos outros cinco braços?
O polvo respondeu:
- Num dia de sol, numa madrugada, um barco de piratas rondava o meu esconderijo até que pummmm!!! Um dos piratas atirou-me uma bala de canhão e foi assim que eu perdi os meus cinco braços. Mas não se preocupem, os meus bracinhos voltam a crescer! - exclamou o polvo para não preocupar as meninas.
As meninas despediram-se do polvo e partiram para uma nova aventura.



Lara e Leandro, 5º B










Os gnomos do mar

Bem no fundo do mar, vivem muitas plantas, há florestas inteiras onde existem gnomos diferentes. Uns decidiram visitar a floresta aquática e encontraram alguns amigos.
E um amigo disse:
- Vamos visitar a terra, nunca experimentámos os nossos pulmões.
Um amigo acrescentou:
- Podemos utilizar os golfinhos como meio de transporte.
Prepararam os fatos de banho, as boias de salvação e partiram. Passado poucas horas de viagem, finalmente chegaram à terra. Ao chegar, viram muita poluição: vidros, garrafas de plástico, espelhos partidos, muito lixo!... E um gnomo disse:
- Somos tão pequenos, não sabia que éramos assim tão pequenos.
Esquecendo que eram pequenos, seguiram viagem para a floresta subterrânea. Lá encontraram de tudo: animais com quatro patas, animais que saltavam, animais que tinham aspeto de veado com as suas hastas compridas.
Com toda essa aventura esqueceram-se que tinham de voltar, estava a ficar tarde.
Despediram-se de todos os animais e voltaram, para a sua floresta de algas, felizes!




Ruben Machado e Pedro Lamas, 5º B






A poluição do mar

Durante uma tempestade, um barco petroleiro afundou e derramou o petróleo que transportava para as águas do mar. As baleias brancas, muito atrapalhadas para conseguir respirar, nem repararam que a sua cor branca já não era branca, mas negra. Então tentaram afastar-se o mais possível daquelas águas, até que encontraram muitos cardumes de peixes naquele estado.
            - Estamos a morrer! Precisamos de ir para outro sítio, talvez para alguma ilha aqui perto com águas limpas – disse um dos peixes doentes.
            - Mas isso não chega, temos de arranjar ajuda para tirar o petróleo da nossa pele e das nossas escamas – acrescentou uma das baleias.
Entretanto chegou um golfinho que exclamou:
- Em que estado que vocês estão!... Precisam de ajuda?
            - Sim, precisamos. – responderam os peixes em coro.
Então, escreveram numa alga vermelha uma mensagem que meteram no orifício de uma baleia. Ela fez um chafariz que fizesse que a alga fosse parar à beira-mar.
Um pescador apercebeu-se que alguma coisa lhe estava a prender a cana por isso foi ver se tinha alguma coisa no anzol. Viu que estava uma alga vermelha e apercebeu-se que significava perigo, abriu-a e dizia: «Não poluam o mar, nós os peixes estamos em vias de extinção».
O pescador resolveu levar a mensagem ao presidente que ordenou que deixassem de usar o petróleo como fonte de energia e a partir daí nunca ninguém poluiu mais o mar!


                                                                                                  Rui Jorge, Zé Pedro e Hélder M., 5º B



Um mergulho inesquecível

O Augusto tinha uma grande paixão pelo mergulho. Sonhava encontrar um navio naufragado cheio de tesouros e riquezas…
Um dia, o Augusto decidiu ir à praia com a família. Logo de manhazinha, decidiu ir mergulhar no alto mar como fazia todos os dias. Vagueando no mar, encontrou um golfinho que lhe perguntou:
- Que fazes tu aqui?
- Eu procuro um tesouro perdido pelo mar, que foi deixado pelo pirata Barba Lua.
E o golfinho disse:
- Eu já vi pedaços de navio que naufragaram há muitos anos. Alguns desses barcos são a casa de alguns dos meus amigos. Se quiseres podemos ir lá juntos.
- Está bem. - respondeu o Augusto.
Nadando pelo mar, lá chegaram à primeira paragem. Entraram, mas só lá havia peixes pequeninos como sardinhas. Na última paragem, encontraram um barco todo dourado e, quando entraram, viram uma arca que brilhava muito.
O Augusto abriu a arca e ficou espantado com o que viu: um grande tesouro. Pegaram na arca e fugiram, mas foram perseguidos por um tubarão. O golfinho pegou numa pedra e atirou-a ao tubarão que se assustou e foi embora.
O Augusto e o amigo golfinho viveram felizes para sempre.

Nuno e Luís, 5º B







O pelicano, o vento e o peixe voador

            O cardume de peixes riscados nadava, a toda a velocidade, para conseguir fugir à mancha de petróleo que um navio tinha derramado no mar durante a noite. Um peixe voador gritou a um pelicano que passava a voar:
            - Há muitos peixes em perigo! Precisamos de ajuda!
            O pelicano, muito admirado, respondeu:
            - Mas eu alimento-me de peixes. Como vos hei de ajudar?
            Noutro salto fora de água, o peixe explicou-lhe:
            - Se aquele petróleo chegar ao mar é mau para todos os peixes que lá habitam e portanto também te vai afetar!
            Então, o pelicano, percebendo que realmente aquela situação também o ia afetar, exclamou:
            - Se é prejudicial para mim, eu vou ajudar-vos pedindo apoio ao vento…
            O pelicano foi ter com o vento e suplicou-lhe:
            - Por favor, ajuda-nos, os peixes correm perigo e eu também…
            - Eu vou ajudar-vos, vou soprar com muita força para formar uma onda gigante e assim afastamos o petróleo…
            Como prometido, o vento formou uma onda gigante e conseguiu salvar todos os peixes. Assim, ficaram todos bem e felizes, conseguindo habitar num ambiente saudável.



André e Neuza, 5ºC






O mar e a nuvem


            Num belo dia, Zezinho, o pescador, saiu para o mar que estava azul e cintilante.
            Uma nuvem do céu sentiu muita inveja da beleza do mar. Este, apercebendo-se da tristeza da nuvem, perguntou-lhe:
            - Que tens, nuvem?
            - É que eu queria ser bonita como tu…
            - Não fiques infeliz, nuvem. Um dia vais ser mar, belo e brilhante.
            - Como assim? Isso é possível?
            - Claro que sim! Quando o sol fica muito quente, leva a minha água, em forma de vapor, para nuvens como tu. Mas, quando a vossa água cai sobre mim, eu fico ainda maior.
            - Nem me digas… então quando chover, eu vou transformar-me em mar?
            - Claro, pensei que toda a gente sabia, principalmente tu que és uma nuvem bela e esperta.
            E assim, a nuvem viveu feliz à espera do seu grande momento. 






André, Tiago e Luís Pedro, 5ºC












Os melhores amigos


            No fundo do mar, pousada na areia fina e branca, repousava uma estrela-do-mar.
            Um dia, a estrela-do-mar foi pedir ajuda ao peixe-martelo, para lhe construir uma bela casa de madeira, com os restos dos navios naufragados. O peixe-martelo foi pedir ajuda à sua família, para conseguirem construir a casa.
            Quando se deu o trabalho por terminado, a casa da estrela-do-mar não parecia uma casa… era um palácio!
            A estrela-do-mar ficou boquiaberta com o magnífico trabalho dos peixes-martelo.
            - Obrigada, por teres feito este palácio para mim! Mas é tão grande, que vos convido a conviver aqui comigo… - comentou a estrela-do-mar.
            - Eu é que agradeço, por nos convidares para viver contigo.
            - Tive uma ideia: vamos chamar o caranguejo brincalhão! – anunciou a estrela-do-mar, feliz.
            O caranguejo brincalhão apareceu e trouxe consigo um grupo de caranguejos seus amigos.
            Para se divertirem, todas as noites organizavam uma espécie de concurso. A estrela-do-mar e o seu grande amigo, o peixe-martelo, ganharam o troféu dos melhores amigos.






Andreia Bento e Micael Monteiro, 5ºC







Os amigos do mar

            Num recife de coral muito bonito e alegre, vivia uma estrela-do-mar. Era uma estrela alaranjada que se agarrava facilmente aos corais e às pedras.
            Numa tarde de verão, houve uma onda gigante que trouxe ao recife de coral uma cobra marinha. Ela achou o coral bonito e quis viver lá, por isso enfiou-se entre os corais. Entretanto, a estrela chegou ao coral e, quando viu a cobra, exclamou:
            - Oh, cobra, este coral é meu!
            - Agora é meu. Eu encontrei-o e ninguém estava aqui: “Quem foi ao mar, perdeu o lugar!”
            - Mas eu tenho um amigo que é um polvo gigante…
            - Pois é, mas eu não tenho medo de ninguém.
            A estrela-do-mar foi chamar o seu amigo polvo para a ajudar.
            Quando o polvo chegou, perguntou à cobra:
            - O que queres deste coral?
            A cobra, ao ver o tamanho do polvo, ficou cheia de medo e começou a gaguejar:
            - Eu quan… quando che… cheguei a este coral, não esta… estava nin… ninguém aqui!
            - Porque é que estás a gaguejar?
            - Eu sou assim…
            Enquanto o polvo e a cobra falavam, a estrela teve uma ideia:
            - Tive uma ideia! Porque é que não partilhamos o coral?
            - Boa ideia!
            E assim ficaram todos amigos: uma estrela-do-mar, uma cobra marinha e um polvo gigante.

Cláudia Pereira, João Lopes e Pedro Eduardo, 5º C




Uma aventura no farol



            Na praia do vento agreste, havia um farol… diziam que estava assombrado. Eu até o achava bonito! Um dia, fui visitá-lo.
            À entrada, uma placa de madeira dizia: “Se tens medo de piratas, não entres!”.
            Estava um dia muito chuvoso, o mar estava “revoltado” e o céu um pouco estranho, vinha aí tempestade, e das grandes!
            Passei a porta com algum receio, subi cem escadas em caracol e muito asseadas. Cheguei lá em cima cansado, mas quando avistei a paisagem, fiquei espantadíssimo! Nunca tinha visto tal beleza!
            Vi o mar muito agitado e nele dois barcos a navegarem, um deles era de miúdos, perseguido por um outro barco que era de piratas. Eu, preocupado, quis ajudar os miúdos, então liguei a luz do farol que lhes deu sinal e os levou até à costa a salvo. Depois, desliguei a minha luz e os piratas, sem qualquer alternativa, morreram naquela tempestade.
            De seguida, os miúdos saíram do barco, sem qualquer arranhão, subiram rapidamente ao farol e foram ter comigo, o menino que lhes salvara a vida!
            - Estamos muito gratos! Sem a tua ajuda, neste momento, provavelmente, já não tínhamos vida! – exclamaram os miúdos.
            - Oh, não têm nada que agradecer! Fiz o que qualquer pessoa faria, mas sempre que precisarem, contem comigo! – respondi rapidamente.
            Então, a partir desse dia, todos ficaram amigos e eu muito conhecido pela minha generosidade.


Francisca Mora e Ricardo Oliveira, 5ºC





As tartarugas


            Há muitos anos, vivia, na ilha Galápagos, um casal de tartarugas. Um jardim zoológico tentava, há muito tempo, capturá-las. Elas encolhiam-se, ficando como pedras, e os homens não as conseguiam reconhecer. Mas, um dia, notaram que eram tartarugas. Então elas começaram a correr, mas, como as tartarugas são lentas, os dois homens apanharam-nas e levaram-nas para o barco.
No momento de entrarem no barco, as duas tartarugas conseguiram escapar e fugiram para o fundo do mar, onde os dois homens não conseguiam chegar.
            - Elas pensam que escaparam, mas nós vamos conseguir capturá-las de novo! – disse um dos homens.
            - Não, nós vamos é desistir de apanhar tartarugas, o patrão está a explorar o nosso trabalho. – acrescentou o outro homem.
            Os homens desistiram de capturar tartarugas e elas viveram livres e felizes para sempre!



Hélder e Diana, 5ºC













O polvo salva-vidas


            A Luísa e a Sofia foram passar férias para Cabo Verde.
            Num belo dia de sol, Luísa e Sofia decidiram mergulhar nas águas limpas e transparentes do mar, onde existiam coisas maravilhosas, algumas delas pequenas e outras grandes, de todos os tipos e cores, mas todas elas espantosas.
Havia plantas de todas as espécies e rochas de todas as formas. Elas avistaram uma planta com uma forma muito estranha. Sofia, a mais corajosa, não hesitou e aproximou-se. Como não aconteceu nada, tocou-lhe e, nesse momento, ficou presa. À medida que se ia mexendo, tentando libertar-se, mais presa ia ficando. Luísa bem a tentou ajudar, mas também ficou presa.
            Não podendo fazer nada, as duas ficaram à espera que alguém as socorresse. Não queriam pensar no pior.
            De repente, uma sombra escura apareceu quase no fundo do mar. Elas assustaram-se muito, pois não sabiam qual o animal que poderia estar a causar essa sombra. A sombra começou a aproximar-se e o animal começou a notar-se. Era roxo e tinha muitos tentáculos. Luísa e Sofia não conseguiam perceber o que poderia ser, estavam indefesas e cheias de medo. Seria um tubarão com tentáculos? Uma centopeia marinha? Não faziam ideia…
            Tiraram as suas dúvidas quando o animal decidiu aproximar-se. Era um polvo gigante. Ele viu-as e quis ajudá-las. Então, com os seus longos e fortes tentáculos, fez cócegas à planta e elas conseguiram soltar-se.
            Quando chegaram à praia, os seus pais estavam a chorar, desesperados. Elas abraçaram-se a eles e prometeram nunca mais partirem à aventura sozinhas.



João Machado e Ana Maria, 5ºC


A conversa do Mar com Neptuno

            Era uma vez, uma onda enorme que vivia na praia da Nazaré. Era muito ambiciosa, queria ser ainda maior, por isso foi falar com Neptuno, o deus do mar. Perante o seu pedido, Neptuno perguntou-lhe:
            - Se tu já és tão grande, porque queres ser ainda maior?
            - Porque quero ser a maior onda do mundo, quero ser famosa. – explicou-lhe a onda.
            E logo o deus do mar esclareceu:
            - Se tu fores a maior onda do mundo, podes tornar-te num tsunami e causar uma grande tristeza ao mundo. Já pensaste bem no número de pessoas que vão morrer por tua causa?
            A onda ficou pensativa e só então percebeu que o mundo se encheria de tristeza, sofrimento e lágrimas. Então foi diminuindo de tamanho, ficando bastante pequena.
            - Tomaste a decisão certa, por isso vou recompensar-te! A tua recompensa será: todos os anos, no mês de janeiro, podes crescer até aos 30 metros e convidar os teus amigos surfistas para se divertirem contigo no mar.
            Assim, acabou a conversa da onda ambiciosa e o deus do mar, Neptuno, que a conseguiu convencer. Tudo correu bem e todos ficaram felizes!

           

Mariana e Miguel Ângelo, 5ºC







O salvamento da sereia

            Num dia de verão, eu e um amigo tínhamos combinado jogar futebol na maré vaza, mas, quando chegamos à praia, encontramos umas pegadas muito, muito estranhas. As pegadas pareciam de barbatanas de sereia. Seguimo-las e vimos que terminavam numa gruta que ficava ao fundo do areal. Entramos dentro da gruta e encontramos lá dentro uma sereia magoada. Ouvimo-la a chorar e fomos à beira dela. Então o meu amigo perguntou-lhe:
            - Porque estás a chorar?
            - Há uma hora cortei-me num coral partido! – respondeu, chorosa, a sereia.
            Rapidamente, eu e o meu amigo exclamamos em conjunto:
            - Nós vamos ajudar-te!
            A sereia explicou:
            - Só me podem ajudar se falarem com o rei dos oceanos para passarem para a lagoa mágica, mas têm de ultrapassar muitos obstáculos e lutar com um polvo gigante.
            Eu e o meu amigo fomos falar com o rei dos oceanos. Não foi preciso pedir muito, pois era para curar a sua filha. O rei mandou guardas, que eram cavalos-marinhos, para nos acompanhar e garantir que nada nos acontecesse. Andamos, andamos, andamos, até que encontramos o polvo gigante. Os guardas prepararam-lhe uma armadilha com restos de barco. Conseguimos passar pelo polvo e, quando chegamos à lagoa mágica, pegamos numa concha e enchemo-la de água mágica.
            Fomos ter com a sereia e ela disse-nos:
            - Temos de levar essa água até ao mar para eu mergulhar a minha barbatana.
            Assim fizemos: misturamos a água mágica com a água do mar e mergulhamos a barbatana da sereia. Ela curou-se e, muito contentes, fizemos todos uma festa à beira do mar.

Mariana, Sónia e Márcio, 5ºC




A aventura do peixe amarelo



            O peixe amarelo vivia numa entrada do banco de corais. Era o peixe que guardava a maior pérola daquele mar.
            Um dia, apareceu o Sr. Polvo, que queria a pérola para enfeitar um dos oito braços da sua namorada. O peixe amarelo, irritado, exclamou:
            - Não te vou entregar a pérola.
            O polvo respondeu:
            - Volto amanhã para vir buscar a pérola, se não ma deres, chamo os meus amigos tubarões.
            O peixe amarelo, muito zangado, foi fazer um acordo com os ouriços-do-mar. Decidiram que os ouriços-do-mar iriam proteger a gruta e, em troca, o peixe amarelo dividiria com eles a pérola.
            Passados dias, os tubarões atacaram a casa do peixe, mas não conseguiram chegar à pérola pois picavam-se nos picos dos ouriços-do-mar. Logo que perceberam que não conseguiam entrar, foram embora e nunca mais voltaram.
            Assim, o peixe amarelo e os ouriços, como combinado, dividiram a pérola e ficaram todos amigos.






Paulo e Bianca, 5ºC






O tesouro do Titanic

Um dia, caiu ao fundo do mar uma máquina fotográfica à prova de água.
O peixe sábio, que vivia num penedo, explicou aos outros peixes para que servia aquela estranha máquina, mas também avisou que só com as barbatanas não conseguiriam segurar nela e tirar fotografias.
- Não podemos pedir ajuda a alguém? – perguntou um peixe gordinho.
O peixe sábio respondeu:
- Sim! Essa ideia é muito boa, vamos contactar um polvo.
Contactaram um polvo chamado Tico e, passado alguns minutos, ele apareceu.
- Olá mano! Como vais, cara? Então onde é que está a famosa câmara?
- Está guardada no meu escritório. – disse o peixe sábio.
Quando o Tico foi buscar a câmara, reparou em algo gravado na parte de trás da máquina. Olhou com mais atenção e viu que era um mapa do tesouro e decidiram ir em busca do tesouro.
No dia seguinte, partiram. O primeiro obstáculo era um submarino rodeado de tubarões brancos e anémonas. O peixe sábio quase foi comido por um tubarão branco, mas, por fim, conseguiu entrar e do outro lado havia um buraco que levava ao “Titanic”. Entraram no buraco e foram ter ao “Titanic” que estava cheio de ouro.
Ficaram ricos e foram para a Atlântida.


Ana Coelho, Diogo Ferreira e Beatriz Amaral, 5º D






O peixe-riscado

Naquele dia, o peixe-riscado estava triste. O seu melhor amigo tinha sido comido por um grande peixe que há algum tempo andava a rondar o coral onde costumavam brincar e conversar. Estava triste e com medo, muito medo que lhe acontecesse a mesma coisa. Então, resolveu mudar de casa.
Informou os seus amigos do que tinha acontecido ao seu melhor amigo e contou-lhes que ia mudar de casa. Os seus amigos acharam uma ótima ideia.
No dia seguinte, o peixe riscado foi ter com os amigos e disse-lhes o seguinte:
- Passei a noite a pensar em capturar o peixe grande que anda a rondar o coral, assim não precisamos de mudar de casa!
- Isso não é fácil. Como pensas fazer isso?
- Bem, eu estava a contar com a vossa ajuda para arranjarmos um plano. Encontramo-nos logo à tarde no Oceanário, às 15 horas. Até logo!
À tarde, à hora combinada, lá estavam todos.
- Será que há algum peixe capaz de dar choque a outros peixes? – inquiriu o peixe-riscado.
- Sim, eu conheço uma lampreia elétrica capaz de fazer isso e mais algumas coisas. – afirmou o peixe mesquita.
Então o peixe mesquita foi falar com a lampreia elétrica.
- Com muito gosto, se é para apanhar um peixe que faz mal aos outros, podes contar comigo!
Voltaram as duas para o Oceanário e contaram aos seus amigos que quanto mais rápido fizessem aquilo, menos peixes iam ser comidos.
- E que tal se fossemos agora capturar esse peixe malvado? – inquiriu a lampreia elétrica.
- Pode ser, quando lhe deres o tal choque, nós colocamos uma rede a prendê-lo. – disse o peixe-riscado.
Foram todos à procura do peixe grande. Quando o avistaram, a lampreia nadou com tal força, que nem a viram a dar o choque. Mal deu o choque, os outros peixes prenderam o peixe grande e levaram-no para o coral.
Passados uns minutos, o peixe grande acordou e logo disse:
- O que faço aqui?
- Porque comeste o melhor amigo do peixe-riscado? – perguntou o peixe polícia.
- Eu não fiz por mal, estava esfomeado pois não tinha comido nada. Eu sou bom para com os outros peixes!
- Se pedires desculpa e prometeres que não comes mais peixes, nós libertamos-te e ficamos todos amigos!
- Eu prometo!
O peixe polícia soltou-o e ficaram todos amigos!

Catarina Ribeiro, Mariana Silva e Bernardo Coelho, 5º D

As três estrelas-do-mar

            Estava maré vaza e o Pedro foi à procura de peixinhos nas poças junto dos penedos da praia onde passavam as férias todos os anos, a Póvoa de Varzim. Naquele dia, os primos não foram para a praia e ele estava sozinho. A mãe vigiava-o, sentada numa rocha.
            De repente, o menino ouviu umas vozes estranhas que pareciam um falar de criança misturado com o borbulhar do mar. Primeiro, pensou que era o sol que lhe estava a fazer mal e ajeitou melhor o boné. Mas, como o som continuava, parou para ver se percebia de onde vinha. Olhou para a areia molhada e viu três estrelas-do-mar muito juntinhas, mas muito irrequietas, parecia que lhe faziam sinais para falar com ele.
            A maior das estrelas abanava muito os seus cinco braços e parecia que queria levantar-se, enquanto dizia:
            - Somos três irmãs, o mar ultrapassou as margens e nós ficamos aqui na areia. Já apanhamos muito sol e vamos morrer aqui.
            O Pedro, enquanto observava as três irmãs, resolveu pegar numa e a estrela exclamou:
            - Ai! Ai! Larga-me. Põe-me no chão! Eu queria ir para o mar, não para a tua mão!
            E o menino respondeu, entristecido:
            - Claro que vos vou devolver ao mar, mas se não se importarem, antes disso, eu encho o meu balde e apresento-vos à minha mãe, pois ela adora estrelas-do-mar.
            E as estrelas concordaram:
            - Está bem, mas de seguida tens de nos pôr no mar.
            O Pedro levou-as à mãe e esta, sendo escritora, prometeu escrever um livro cujo título seria “As três estrelas-do-mar”.
            Então, como prometido, o Pedro devolveu as suas novas amigas ao mar, mas antes despediu-se delas dizendo-lhes:
            - Nunca vos esquecerei!
                                                                                                         Carolina, Lara e Rita, 5º D

O Tarzan dos Mares

                Era uma vez um rapaz que era conhecido como o Tarzan dos mares. O seu nome verdadeiro era Manuel Luiz e era o Rei dos sete mares. Certo dia de primavera, o comandante do “Costa Concordia” deixou encalhar o seu navio.
Os pais do jovem Tarzan estavam em “Lua-de-mel” quando aconteceu esse terrível acidente. Os pais morreram, mas o pequeno Tarzan sobreviveu e passou o resto dos seus dias no mar.
Após o acidente, o jovem foi ao fundo. Alguns peixes rodearam-no e conduziram-no até à gruta de onde saiu um polvo enfermeiro. Embalou-o nos seus braços e deu-lhe de comer.
Quando ele recuperou, teve uma grande ideia: construir o seu próprio castelo.
Certo dia, foi a terra visitar os seus parentes.
Ao passar na rua, avistou uma jovem morena de olhos castanhos, escuros, ficou encantado. Ele foi ter com ela e perguntou-lhe:
- Olá, como te chamas?
- Chamo-me Gaby Margarida – respondeu a menina morena.
- Queres vir tomar um café? – perguntou ela.
- Com muito prazer – respondeu o rapaz, muito entusiasmado.
Então os dois lá foram.
De seguida, ela levou-o para a mansão com piscina, jacúzi, etc.
A Gaby propôs-lhe um filme romântico e umas pipocas. Entretanto, ao mesmo tempo que o Tarzan pôs a mão nas pipocas, a Gaby também e depois o Tarzan deu um beijo à Gaby.
Depois, o Tarzan comprou uma máscara à Gaby, os dois foram ao fundo do mar e entretanto o Tarzan contou-lhe o segredo.
Após ele ter contado o segredo, um polvo enfermeiro deu um antídoto à Gaby. A partir daí, a Gaby foi coroada como rainha dos sete mares e, desde então, viveram felizes para sempre.

Gonçalo e Isabel, 5º D
A baleia que queria ser sereia

A baleia azul queria deixar de ser baleia e passar a ser sereia. Esse era o seu grande sonho e ela estava decidida a realizá-lo.
Entretanto, encontrou um golfinho que lhe disse:
- Olá amiga baleia, está tudo bem?
- Não, não está tudo bem! Eu ando há muito tempo a sonhar com esta fantasia de ser sereia – respondeu a baleia.
- Eu acho que te posso ajudar! – sugeriu o golfinho.
- Como? – perguntou a baleia.
- Bem, é muito longe do Largo das Baleias. Mas, se estiveres disposta a vir comigo, talvez possamos ir.
- Claro! Vamos lá, que eu vou atrás de ti – concordou a baleia.
Após nadarem durante 10 dias, encontraram o seu destino. Era uma menina com os cabelos muito loiros e com uma cauda de peixe, pois ela era uma sereia chamada Bolinhas.
Quando a sereia reparou que o golfinho e a baleia estavam a chegar, retorquiu:
- Eu sou a Bolinhas e sei porque vieram aqui. Mas eu não sou a pessoa indicada para vos ajudar. Podem ir ter com o meu pai, ele está na gruta do oceano colorido.
Eles puseram-se a caminho e chegaram lá depressa. E, logo, encontraram o pai da Bolinhas. Ele chamava-se Deus Diogo V.
- Estava a ver que não chegavam. Eu posso ajudar-te!
Então o deus fez uma magia com o seu cetro e logo a baleia transformou-se na mais linda sereia.
A baleia, que agora é sereia, ficou tão feliz que pulou, brincou e gritou:
- Estou tão feliz por me realizar o meu sonho!
A nossa sereia fez muitas amigas sereias, mas sem nunca deixar de visitar as suas amigas baleias.


Maria, Beatriz e Margarida, 5º D




Os golfinhos

Os golfinhos Matias e Roberto eram inseparáveis. Gostavam de se aproximar da praia para verem as crianças e imitar as suas brincadeiras. Um dia, estavam a passear à beira mar, pois não havia perigo e viram uma baleia fora de água com os olhos fechados e com a pele quase seca. Eles foram pedir ajuda às crianças, que já os conheciam muito bem. As crianças encheram os seus baldes com água para deitar para cima da baleia, para ela sobreviver, mas não tinham força para a levar até ao mar.
Uma das crianças pediu ajuda ao pai, porque ele era cientista e arranjava balões de ar quente.
No dia seguinte, ao nascer do sol, as crianças e o pai cientista de uma delas, foram ter à praia para levantarem a baleia com os balões de ar quente. Os golfinhos estavam a ver tudo à beira das ondas.
Amarraram as cordas com os balões de ar quente à baleia, a baleia levantou no ar e os balões dirigiram-se para o mar alto.
Depois, as crianças atiraram setas para rebentar os balões.
A baleia caiu ao fundo do mar, ficou muito agradecida e ficaram todos felizes.



Nuno e Margarida, 5º D








A estrela-do-mar

                A estrela-do-mar viu o mergulhador com a mão estendida e pensou “Vai-me apanhar”. E apanhou-a. Com cuidado, levou-a até à areia onde um menino o esperava, junto às ondas pequeninas que lhe brincavam com os pés.
            O André, que era assim que se chamava o menino, levou a estrela-do-mar às escondidas para um aquário que escondeu no seu quarto.
            Quando a estrela-do-mar estava no aquário, o André deu-lhe de comer.
            A estrela-do-mar começou a cantar e o André assustou-se e exclamou:
            - Tu falas?
            - Sim, sou uma estrela especial.
- Vou chamar-te Patrícia.
- Queres viver comigo?
- Sim, claro que quero!
- Mas tens de fazer pouco barulho para o meu pai não te ouvir.
- Vou contar-te a minha história de vida. Eu nasci no Oceano Atlântico. Quando eu nasci, apareceu uma gaivota mágica que me lançou um feitiço para eu poder falar.
- Se eu disser aos meus amigos, eles não vão acreditar.
- Queres saber quantos anos tenho?
- Sim!
- Tenho 1600 anos de vida. Posteriormente perdi-me dos meus pais. Os meus pais já devem ter morrido… a estrela falou sem parar e explicou ao amigo que não podia viver muito tempom for do mar
No final do dia, o pai do André devolveu a estrela ao mar, e quando foi dormir teve quase a certeza que no lugar do coração tinha agora uma estrela-do-mar.


Rui, Rafael e Catarina, 5º D


Um sonho concretizado

                Esta é a história de uma estrela-do-mar que queria ser uma estrela do céu.
Começa assim: no fundo do mar, havia uma pequena estrela que tinha um grande sonho, queria ser uma estrela do céu.
Um dia, uma menina andava pela praia à procura de conchas, mas a maré trouxe-lhe uma estrela-do-mar. Ela, curiosa, pegou nela e achou-a invulgar porque falava.
Muito assustada, deixou cair a estrela e foi chamar o seu pai que era um verdadeiro astronauta e, dentro de dois dias, ia para o espaço.
- Pai! Pai, estou muito assustada, vi uma estrela-do-mar muito invulgar que fala, tens de ir comigo à praia!
Quando chegaram à praia, já estava muito escuro. Então, o pai foi buscar uma lanterna e, finalmente, encontraram-na.
O pai ficou espantado. Era a estrela mais invulgar e bonita que já tinha visto. E, especialmente, falava como as pessoas falam.
Levaram-na para casa para observá-la melhor.
A caminho de casa, a estrela comunicou com o astronauta. Disse-lhe que queria ser uma estrela do céu, pois assim poderia ver tudo lá de cima e ver coisas que ninguém poderia ver.
A estrela estava muito triste e a menina também, porque a infelicidade da estrela metia dó. É difícil ver alguém que não consegue realizar o seu sonho.
Então o pai teve uma grande ideia:
- Filha, tive uma ideia. Vou levar a estrela comigo para o espaço e deixá-la lá no céu.
E aí já não havia tristeza nenhuma. Até a estrela já brilhava como se já tivesse chegado ao céu.
Chegado o dia da viagem, a menina despediu-se do pai e da estrela. Mas, antes disso, tiraram uma fotografia.
Entraram para uma nave muito especial que estava muito bem preparada. Seguindo a viagem, a estrela estava muito excitada para chegar ao céu.
Finalmente, já lá estavam!
O pai pegou na pequena estrela e colocou-a lá no alto do céu.
Ela era a que mais brilhava no céu e comentou:
- Lá está a tua casa. Volta para lá. Continuarei a vigiar a tua filha.
Todas as noites, a menina olhava para o céu. Certo dia, uma estrela piscou três vezes e ela soube que era a sua pequena estrela.
                                                                                                                                 
 Tiago e Francisco,5º D
Espada, espadinha, salvação da minha vidinha


            Era uma vez um mergulhador chamado Ricardo, muito experiente. Há muitos anos que procurava, no fundo do mar, espécies desconhecidas de algas marinhas, cavalos-marinhos, lampreias, recifes do mar, corais, tubarões, etc.
            Um dia, na sua casa de férias, o mergulhador Ricardo acordou e foi até à praia enquanto não chegava ninguém. Encontrou um grande búzio, pôs a parte mais aberta no ouvido esquerdo e ouviu o som do mar a bater nas rochas. Por momentos, ficou muito confuso até que, de repente, da voz que vinha do búzio ouviu o som de uma nova espécie de peixes desconhecida que lhe comunicava que estava preso. Então o mergulhador Ricardo foi à casa de férias buscar o fato de mergulhador e as botijas de oxigénio.
Mergulhou. Depois de muito procurar, finalmente encontrou-os. Quando ia a sair do mar, tropeçou numa rocha coberta de algas escorregadias e caiu na toca duma grande moreia vermelha.
- Imploro-te que não me comas! – pediu desesperadamente o Ricardo.
Depois de ouvir o pedido do pobre mergulhador, a moreia deu uma grande gargalhada, abrindo a sua grande boca, mas, nesse momento apareceu um exército de peixes-espada que afastaram a moreia e que levaram o Ricardo para um local seguro.
- Tens que ter mais cuidado, Ricardo!
- Sim, tens razão! Prometo sempre vir visitar-vos.
- Sempre que vieres, vamos ser o teu anjo da guarda: “Espada, espadinha, salvação da minha vidinha”.

Ana Beatriz, Rodrigo e Carlos Miguel, 5ºE

O Polvo Serafim

            O polvo Serafim é terrível. No mar, onde vive, todos têm medo dele! Provoca ondas muito grandes que engolem os barcos, não deixa em paz os peixes vizinhos, destrói as florestas marinhas, mas ninguém consegue vencê-lo.
            Os peixes reunidos numa noite de sexta-feira, perguntavam uns aos outros:
            - Como vamos resolver este problema?
            Um peixe disse:
            - E se nos juntássemos, só peixes, para fazermos uma rede muito grande e, mal acabássemos, íamos logo procurar o polvo para o apanhar.
            Mas essa ideia não resultou. Então resolveram procurar o tubarão bruxo que vivia lá no mar.
            Quando lá chegaram, suplicaram ao tubarão bruxo que os ajudasse a transformar o polvo numa estrela-do-mar. Mas, para isso, os peixes tinham que arranjar umas cartolinas do polvo.
Então lá foram os peixes arranjar o que o tubarão bruxo lhes tinha pedido. Quando já tinham aquilo de que necessitavam, foram de novo à casa do tubarão bruxo. Ele estava a preparar uma poção de limpar as águas que o polvo tinha sujado.
Um peixe disse:
            - Já temos o que você queria para a poção.
            - Ótimo assim já tenho todos os ingredientes de que preciso.
            O tubarão bruxo, logo de seguida, começou a fazer a poção. O polvo apercebeu-se do seu inimigo tubarão, tentou subir as ondas, mas o tubarão, como era esperto, trazia uma poção para deixar as ondas, logo de seguida transformou o polvo numa estrela-do-mar.



Anabela, Ana e João, 5º E


A avó Isabel é o máximo!

          No verão, a avó Isabel pede sempre emprestados ao neto Alberto os óculos de mergulho. Conta que uma vez viveu uma grande aventura no fundo do mar e foi assim:
lá em baixo viu muitos animais diferentes, conchas, corais,… e assim, no meio de tantas coisas, avistou uma garrafa com uma mensagem, que dizia “ estou perdido numa ilha que fica ao lado das ilhas desertas da Madeira. Ajudem-me!”
          Logo de seguida, foi para casa procurar no mapa essa tal ilha, mas não encontrou, pois essa ilha ainda não estava descoberta.
          - Deve ser uma ilha muito pequena, nem aparece no mapa. - pensou ela.
          No dia seguinte, encheu o barco de borracha do Alberto, pegou nos remos e fez-se ao mar.
          Foi até às ilhas desertas e só então reparou que havia muitos tubarões à volta. Pegou nos óculos de mergulho e, sem os tubarões se aperceberem, mergulhou bem fundo até que avistou a ilha. Quando avistou o homem, foi-se aproximando e disse-lhe:
          - Li a tua mensagem e vim ajudar-te.
          O homem respondeu:
          - Obrigado por me ajudar.
          - De nada! - disse a avó Isabel.
          E lá foram para casa.
          Mesmo depois dessa aventura, a avó Isabel não tem medo de mergulhar.




Beatriz, Rita e Beatriz Cunha, 5º E



O tubarão Elias

            O tubarão Elias vivia muito sozinho. Tinha fama de ser muito mau e perigoso, e era mesmo, mas ele não se apercebia. Não entendia porque todos fugiam dele.
            Um dia, resolveu visitar o seu avô para lhe explicar o que se passava. A caminho, pelo Oceano Pacífico, conforme nadava, todos os peixes fugiam à sua frente, a grande velocidade.
            - Por favor, venham conversar comigo, eu não vos faço mal – gritava o tubarão Elias.
            Chegou a casa do seu avô, que era no fundo do Oceano Pacífico, numa gruta coberta de algas. O avô do tubarão Elias ficou admirado com a visita do seu neto.
            - O que é que estás aqui a fazer? – perguntou-lhe, muito intrigado.
            - Eu quero desabafar consigo, porque não percebo, mas todos os peixes fogem de mim.
            - Talvez porque para os peixinhos tu pareces um monstro… - explicou o avô.
            - Oh! Porquê?
            - Porque tu és muito grande e eles são muito pequeninos e assim parece-lhes que tu és muito mau e perigoso.
            Então o tubarão Elias teve uma grande ideia.
            - E se eu passasse a ser vegetariano?
            O avô achou que era uma ótima ideia.
            De volta a casa, o tubarão Elias já não era carnívoro, mas sim vegetariano. Os peixes já não tinham medo dele, já não fugiam, mas as algas encolhiam-se quando sentiam que ele se aproximava.


Eduardo, Rodrigo M. e Carolina, 5ºE




O Urso tímido

            No mar do norte, havia, em tempos que já lá vão, um urso branco muito bonito e muito tímido. Às vezes, os leões-marinhos queriam conversar com ele, mas ele afastava-se. Um dia, combinaram um plano para lhe arranjar companhia.
            - Vamos oferecer-lhe um computador, para ele ir ao facebook. - propôs o leão marinho.
            - Até nem acho boa ideia, ele precisa de amigos a sério para brincar, com quem possa atirar bolas de neve e conversar e abraçar.
            - Vamos juntar as duas ideias.
            Foram ter à porta de casa do urso e lá deixaram o computador. Quando o urso chegou a casa, viu o computador, levou-o para dentro e começou a mexer nele. Mas reparou que não havia rede.
            Então mandou uma carta aos leões-marinhos, a perguntar como se encontrava rede wifi no computador. Quando os leões-marinhos receberam a carta, foram então à casa do urso dizer que no polo norte não se apanhava rede, só no polo sul. O urso fez as malas, entrou no avião e foi para o polo sul. Quando chegou ao polo sul, avistou um urso fêmea e perguntou:
            - Menina, sabe onde se apanha rede wifi?
            - Sim, em minha casa, se quiser pode ir para lá viver.
            - Se você não se importar, eu vou.
            - Claro que não me importo. - disse o urso fêmea.
            Então foram os dois para casa do urso fêmea. Após algum tempo, o urso apaixonou-se e pediu o urso fêmea em namoro e ofereceu-lhe uma flor. O urso fêmea ficou corado e respondeu:
            - Claro que aceito. Gosto muito da flor!
            Os ursos, felizes com o seu namoro, tiveram seis filhos. Decidiram visitar os leões-marinhos e agradecer-lhes pela ajuda.
            O urso nunca mais ficou sozinho e viveu muito feliz.
                                                                                                                            
                                                                                                                             Helena, Francisca e Luísa 5º E

O Dinis e o peixe-espada


            A procura de tesouros esquecidos nos barcos naufragados atraiu sempre os homens. O Dinis é um destes homens que tantas horas passam no mar, que já é mais peixe do que homem. Até consegue conversar com eles.
            - Bom dia, peixe-espada, vamos ver se temos sorte hoje? - Disse Dinis quando o peixe foi ter com ele.
            - Ontem, quando foste embora, consegui furar uma arca com a minha boca afiada!
            - Olha que bom! Como é que conseguiste encontrar a arca?
            - Foram os meus amigos do mar que me disseram o caminho e eu encontrei-a.
            - Onde é que ela está?
            - Está aqui mesmo!
            - Então vamos abri-la!
            E assim o fizeram e encontraram um mapa para um castelo debaixo do mar. Seguiram as indicações e encontraram-no.
            - Vou chamar os meus amigos, vão ficar muito felizes! - Disse o peixe-espada. Até que todos chegaram e ficaram muito emocionados por ver o amigo a conseguir o que queria.
            - Conseguiram encontrar este castelo, por isso vou dar-vos uma prenda, porque nos ajudaram a encontrar a arca.
            E os peixes, muito orgulhosos, abraçaram-no e viveram todos muito felizes.



Patrícia e Inês, 5º E


A Sereia de Pedra

            Há muitos anos, uma sereia, que habitava no mar mediterrânio, convenceu-se que podia ser uma rapariga a sério, com pernas e pés que pudessem calçar uns bonitos sapatos altos. Não gostava nada de viver escondida no fundo do mar e queria mesmo deixar de ser sereia. Então resolveu ir à procura do feiticeiro, que vivia nas profundezas do mar mediterrânio no seu palácio, protegido por vários grupos de tubarões. Quando a sereia lá chegou, perguntou ao tubarão chefe:
            - Desejava falar com o feiticeiro. Ele está presente?
            - Sim, ele está presente, acompanha-me por favor! - Disse o tubarão.
            Entraram num submarino que os levou ao encontro do feiticeiro. O feiticeiro era um crocodilo muito verde barbudo, sem escamas e gordo.
            - Porque me vens visitar? - perguntou o feiticeiro com a voz espessa.
            - Eu queria ser uma rapariga normal, com pernas e pés para poder usar sapatos altos. - respondeu a sereia.
            - E como queres que te faça esse favor? - perguntou o feiticeiro.
            - Pode-me lançar um feitiço! - opinou a sereia.
            - Leva esta poção e nada até à superfície, sobe para um rochedo e bebe a poção.
            Quando bebeu, acabou transformada em estátua, em cima de uma rocha. A poção tinha falhado.
            Mas há muitos poetas que querem ver aquela estátua e escrever, sobre a sua beleza, poemas de encantar.



Renato Alves, João Gomes e Lucas Monteiro, 5º E



O Reino de Atlântica

            Uma bela manhã de verão, dois peixes muito elegantes aproveitaram a luz do sol que a água deixava passar. Nada fazia pensar que alguma coisa de terrível estaria para acontecer.
            - Afastem-se, os pescadores estão a lançar as redes! – gritou o peixe de vigia.
            De imediato, todos os animais do oceano nadaram até encontrarem um sítio para se protegerem. O rei Tritão estava aflito porque não encontrava a sua amada, a rainha Alice. Passado algum tempo, o peixe de vigia, o Linguado, anunciou que a rainha Alice tinha sido raptada. Rapidamente, o rei Tritão mandou baleias, tubarões, salmões, entre outros, à sua procura.
            - Socorro, socorro! - gritava Alice.
            - Rápido, é a minha rainha.
            Todos os peixes nadaram o mais rápido que conseguiam, mas já era tarde demais. Como a rainha Alice e os seus setes filhos, Ariel, Andrina, Aria, Allana, Adella, Aquata e Attina, adoravam música, a partir desse dia foi proibida a música no reino de Atlântica.
            Dez anos depois, Atlântica aparentava ser a mesma, mas não posso dizer o mesmo sobre tudo, as princesas tinham crescido. Um certo dia, as princesas e o seu pai nadavam no recife e avistaram uma sereia. Ariel teve uma lembrança da sua mãe e disse:
            - Pai, reencontramos a mãe!
            Todos nadaram em direção a ela que lhes contou que, no barco, os pescadores tiveram medo e soltaram-na de novo ao mar. A rainha voltou para o palácio e viveram felizes para sempre, com muita música no coração.

Tânia, Mariana e Diogo, 5ºE



Os três desafios

            Há muitos, muitos anos, no fundo do mar, havia muitas espécies de peixes. Todos eles se aceitavam como eram e não apontavam as barbatanas aos que tinham formas ou cores diferentes.
            Um dia, um peixinho amarelo, de um amarelo brilhante e vistoso, achou que tinha uma cor bonita para ser um príncipe e começou por escolher um belo coral para lhe servir de castelo.
            - Se o rei dos mares sabe que andas a brincar aos príncipes só porque achas que és o mais bonito, está tramado! - avisou o peixe amigo de cor azul.
            Passados uns dias, o peixinho amarelo, brilhante e vistoso, soube que o rei estava a organizar três desafios e quem conseguisse superar os três desafios ficava a ser príncipe. O peixinho amarelo foi-se inscrever no desafio.
            Uma semana depois, era o desafio. Primeiro, o rei anunciou-o aos concorrentes, que eram: o peixinho roxo, o peixinho verde, o peixinho laranja e o peixinho vermelho. O primeiro desafio era uma corrida em que tinham de passar por tubarões sem serem mordidos. Nesse desafio, o peixinho amarelo conseguiu passar pelos tubarões sem ser mordido, ficando em primeiro lugar. O peixinho roxo e o verde foram mordidos e depois acabaram por morrer.
            O segundo desafio era encontrar uma chave no fundo do mar para entrarem no castelo onde estava a meta. O peixinho amarelo foi o primeiro a descobrir a chave e a entrar no castelo, o peixinho laranja foi o segundo a chegar. Mas o peixinho vermelho perdeu-se na intensa escuridão do fundo do mar.
            O terceiro desafio era tocar três instrumentos de sopro. O primeiro instrumento era o trombone e os dois peixinhos conseguiram tocar; o segundo instrumento era trompa e eles conseguiram tocar; o terceiro instrumento era tuba, o peixinho laranja, quando estava a tentar tocar, ficou entalado no bocal da tuba e o peixinho amarelo conseguiu superar a prova.
            Assim, foi apresentado como príncipe por ter vencido os três desafios.

                                                               Vasco Gonçalves, Ruben e Marco, 5º E

Sem comentários:

Enviar um comentário