domingo, 21 de abril de 2013

Quem será?


Quem será?
Narrativa coletiva 9º ano



Era uma noite como qualquer outra noite de sexta feira, que, por acaso, marcava  13 no calendário.
Como combinado, reuniram-se na casa do Pedro, para verem um filme de terror. O título prometia, “Susto de morte”.
Já o filme ia a meio,  quando  bateram à porta,  violentamente.
Quem será?
A Sara, assustada, perguntou ao Pedro se estava à espera de mais alguém.
- Não – respondeu o Pedro caminhando receoso, mas sem o demonstrar perante os colegas. Chegado à porta, perguntou três vezes quem era, e, não obtendo resposta de nenhuma das três vezes, decidiu abrir a porta. Ao ver que não estava ninguém, Pedro ficou assustado, mas, para os colegas não se aperceberem, disse tranquilamente que deveriam ser brincadeiras de criança, pois o dia era propício a isso.
Apesar de todos os cuidados do Pedro, o ambiente ficou um pouco tenso, mais por parte das raparigas pois estas estavam assustadas com o incidente.
Continuaram a ver o filme quando, repentinamente, o telefone tocou...

Pedro decidiu atender e perguntou a tremer:
- Quem fala? Sim… estou… Quem fala?
- Daqui fala  a MOOOOOrte!
- AhAHAHAHAH! gritou o Pedro aterrorizado.
De repente, o João saiu de trás do sofá, com o telemóvel na mão a rir-se. Tinha sido uma brincadeira.
Respiraram de alívio.
- Tinhas que fazer isso, João? – perguntou a Margarete muito chocada.
- Claro, o ambiente estava muito pesado!
- És muito estúpido! – reclamou a Sofia.
- Caluda! Há gente a tentar ver o filme - resmungou o Márcio.
E foi quando se ouviu um estrondo vindo da cozinha… Tinham-se esquecido das pipocas no micro-ondas.
- Desculpem, culpa minha – disse, envergonhada, a Sílvia.
O telefone voltou a tocar.
- João, estás parvo? - protestou o grupo.
- Desta vez eu não fiz nada!...
E para provar o que dizia atendeu a chamada:
- Quem fala? – perguntou descontraído.
- …. é o DIAAABOOOO! MUUUUAAA! Posso-me juntar a vós?
Horrorizado, desligou, muito depressa, o telefone, sem dizer uma palavra.
- Quem era? – quis saber a Margarete.
Para despistar, o João explicou, desajeitadamente, que era da PT.
- Uns melgas, com os inquéritos do costume – acrescentou antes de se deixar cair numa cadeira sem forças nas pernas. Mal se sentou, caiu-lhe uma mensagem no telemóvel:
“Porque estás a mentir aos teus amigos? Vais-te arrepender!”
Agora estava assustado a sério. Sem saber o que fazer, olhou para o grupo enroscado nos dois sofás da sala a ver o filme, e reparou que faltava um.
- A Sílvia? – perguntou, aflito.
- Deve ter ido à casa de banho – respondeu a Sara, sem desviar os olhos do filme.
João levantou-se e foi à procura da amiga. Encontrou-a, desmaiada, logo à saída da sala.
- Ajudem aqui! – gritou nervoso.
Levantaram-se aos tropeções, baralhados. Foi o Pedro que reparou no papel amachucado, um pouco à frente do sítio onde a Sílvia tinha caído.  Dizia “Eu avisei!”
- Avisou o quê? – perguntou a Sofia, confusa.
- Ahm… Quando eu disse que quem telefonou era a PT, estava a mentir. – explicou a gaguejar. – Era o Diabo! Ele disse que se vos mentisse, me ia arrepender…
- A brincadeira já não está a ter piada! – resmungou a Sara.
De repente, na televisão (interrompendo o filme) apareceu em letras gordas uma mensagem:
- Mas quem vos disse que é uma brincadeira? MUAHAHAH…
Logo a seguir, todas as luzes da casa se apagaram, o que provocou o pânico. Só lhes ocorreu uma solução: fugir!
Apressaram-se a sair da casa, esquecendo-se completamente da Sílvia, que permanecia desmaiada no chão. Sem saber para onde ir, os amigos correram sem destino. Queriam afastar-se o mais possível da casa do Pedro!
Estavam a atravessar a rua, quando o Pedro recebe uma mensagem no telemóvel. Todos se juntaram para a ler, esquecendo-se que estavam no meio da estrada. A mensagem era da Sílvia e dizia: “Como ousam deixar o Demónio para trás?”
Nesse momento, passou um camião que matou todos os amigos.


Narrativa coletiva, 9º ano

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