Quem será?
Narrativa coletiva 9º ano
Era uma noite
como qualquer outra noite de sexta feira, que, por acaso, marcava 13 no calendário.
Como
combinado, reuniram-se na casa do Pedro, para verem um filme de terror. O
título prometia, “Susto de morte”.
Já o filme ia
a meio, quando bateram à porta, violentamente.
Quem será?
A Sara,
assustada, perguntou ao Pedro se estava à espera de mais alguém.
- Não – respondeu o Pedro caminhando receoso, mas sem o demonstrar
perante os colegas. Chegado à porta, perguntou três vezes quem era, e, não
obtendo resposta de nenhuma das três vezes, decidiu abrir a porta. Ao ver que
não estava ninguém, Pedro ficou assustado, mas, para os colegas não se
aperceberem, disse tranquilamente que deveriam ser brincadeiras de criança,
pois o dia era propício a isso.
Apesar de todos os cuidados do Pedro, o ambiente ficou um pouco tenso,
mais por parte das raparigas pois estas estavam assustadas com o incidente.
Continuaram a ver o filme quando, repentinamente, o telefone tocou...
Pedro decidiu atender e perguntou a tremer:
- Quem fala? Sim… estou… Quem fala?
- Daqui fala a MOOOOOrte!
- AhAHAHAHAH! gritou o Pedro aterrorizado.
De repente, o João saiu de trás do sofá, com o telemóvel na mão a
rir-se. Tinha sido uma brincadeira.
Respiraram de alívio.
- Tinhas que fazer isso, João? – perguntou a Margarete muito chocada.
- Claro, o ambiente estava muito pesado!
- És muito estúpido! – reclamou a Sofia.
- Caluda! Há gente a tentar ver o filme - resmungou o Márcio.
E foi quando se ouviu um estrondo vindo da cozinha… Tinham-se esquecido
das pipocas no micro-ondas.
- Desculpem, culpa minha – disse, envergonhada, a Sílvia.
O telefone voltou a tocar.
- João, estás parvo? - protestou o grupo.
- Desta vez eu não fiz nada!...
E para provar o que dizia atendeu a chamada:
- Quem fala? – perguntou descontraído.
- …. é o DIAAABOOOO! MUUUUAAA! Posso-me juntar a vós?
Horrorizado, desligou, muito depressa, o telefone, sem dizer uma
palavra.
- Quem era? – quis saber a Margarete.
Para despistar, o João explicou, desajeitadamente, que era da PT.
- Uns melgas, com os inquéritos do costume – acrescentou antes de se
deixar cair numa cadeira sem forças nas pernas. Mal se sentou, caiu-lhe uma
mensagem no telemóvel:
“Porque estás a mentir aos teus amigos?
Vais-te arrepender!”
Agora estava assustado a sério. Sem saber o que fazer, olhou para o
grupo enroscado nos dois sofás da sala a ver o filme, e reparou que faltava um.
- A Sílvia? – perguntou, aflito.
- Deve ter ido à casa de banho – respondeu a Sara, sem desviar os olhos
do filme.
João levantou-se e foi à procura da amiga. Encontrou-a, desmaiada, logo
à saída da sala.
- Ajudem aqui! – gritou nervoso.
Levantaram-se aos tropeções, baralhados. Foi o Pedro que reparou no papel
amachucado, um pouco à frente do sítio onde a Sílvia tinha caído. Dizia “Eu
avisei!”
- Avisou o
quê? – perguntou a Sofia, confusa.
- Ahm… Quando eu disse que quem telefonou era a PT, estava a mentir. –
explicou a gaguejar. – Era o Diabo! Ele disse que se vos mentisse, me ia
arrepender…
- A brincadeira já não está a ter piada! – resmungou a Sara.
De repente, na televisão (interrompendo o filme) apareceu em letras
gordas uma mensagem:
- Mas quem vos disse que é uma
brincadeira? MUAHAHAH…
Logo a seguir, todas as luzes da casa se apagaram, o que provocou o
pânico. Só lhes ocorreu uma solução: fugir!
Apressaram-se a sair da casa, esquecendo-se completamente da Sílvia,
que permanecia desmaiada no chão. Sem saber para onde ir, os amigos correram
sem destino. Queriam afastar-se o mais possível da casa do Pedro!
Estavam a atravessar a rua, quando o Pedro recebe uma mensagem no
telemóvel. Todos se juntaram para a ler, esquecendo-se que estavam no meio da
estrada. A mensagem era da Sílvia e dizia: “Como
ousam deixar o Demónio para trás?”
Nesse momento, passou um camião que matou todos os amigos.
Narrativa coletiva, 9º ano
Sem comentários:
Enviar um comentário